Cepal destaca envelhecimento e desigualdades sociais da América Latina

Santo Domingo, 12 jun (EFE).- A Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) afirmou hoje que o crescente envelhecimento da população e a persistência de grandes desigualdades na distribuição de renda caracterizam o panorama socioeconômico e demográfico da região.

EFE |

O organismo, que conclui amanhã em Santo Domingo seu 32º período de sessões, sugeriu a adoção de medidas focalizadas nos direitos humanos e políticas públicas para o desenvolvimento, que incluam o enfoque de gênero, maior proteção social e a promoção da coesão social.

A Cepal revelou no documento tendências demográficas da região, com o propósito de orientar sobre os principais desafios que serão enfrentados pelos países nas próximas décadas.

Nessa ordem, destacou que a população da América Latina passou de 161 milhões de habitantes em 1950, para aproximadamente 547 milhões em 2005, o que indica uma projeção de 763 milhões de habitantes para o ano de 2050.

O organismo destacou que a parcela mais jovem da população da região aumentou 2,6 vezes entre 1950 e 2005, mas que esse mesmo segmento diminuirá em aproximadamente 15% por volta de 2050.

"A expectativa de vida ao nascer, de 73,4 anos para ambos os sexos na região, revela que, a menos que se produzam variações significativas nas condições de vida ou descobertas nos setores mais avançados da medicina, as conquistas futuras já não serão tão espetaculares como foram nos últimos 20 anos", disse a Cepal.

De acordo com o documento, o envelhecimento da população é o principal fenômeno demográfico da época, e deveria motivar os países a projetar estratégias específicas para enfrentar suas conseqüências, perante a crescente fraqueza das redes de apoio familiar, e a falta de serviços sociais e de condições aceitáveis de vida para as pessoas de idade avançada.

O número médio de 2,4 filhos por mulher que apresenta a região indica que a fecundidade diminuiu bastante, mais do que o previsto, levando em conta que no período 1950-1955 a taxa global de fecundidade era de 5,9 filhos por mulher na América Latina.

Bolívia, Haiti e Guatemala são mencionados pela Cepal como os países da região com os mais altos indicadores de fecundidade e mortalidade, enquanto Cuba e Barbados são as nações que apresentam menores índices nesse sentido. EFE rs/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG