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Centros judaicos na França são atacados com coquetéis Molotov e pichações

PARIS - Vários centros judeus franceses foram atacados com coquetéis Molotov ou com pichações anti-semitas nas últimas horas, ações que as autoridades atribuem a atos em resposta à http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/01/12/gaza+mais+de+900+mortos+em+ofensiva+israelense+contra+o+hamas+3290922.html target=_topofensiva israelense na Faixa de Gaza.

EFE |

Um coquetel Molotov foi lançado no domingo à noite contra uma sinagoga da localidade de Saint-Denis, nos arredores de Paris, o que provocou um pequeno incêndio em um restaurante judeu vizinho, informaram hoje as autoridades.

Segundo um testemunha, por volta das 22h30 de domingo, três indivíduos lançaram a bomba contra a fachada do centro religioso judeu. A sinagoga não foi atingida, mas o incêndio se estendeu para a fachada de um restaurante vizinho, o que provocou danos materiais.


Rabino observa ação da polícia em sinagoga atacada / AFP

Outro centro de culto judeu da localidade de Schiltigheim, na Alsácia, também foi atacado ontem à noite com coquetéis Molotov, o que provocou danos de pouca consideração na fachada.

Nos arredores de Puy-en-Velay, no centro da França, um centro social apareceu com pichações anti-semitas e pró-palestinas. Na segunda-feira passada, houve outros dois atos anti-semitas.

Uma sinagoga de Toulouse, no sul do país, foi atacada por grupo de desconhecidos que lançaram um veículo em chamas contra a entrada do edifício.

No mesmo dia, na localidade de Lingolsheim, na Alsácia, uma sinagoga apareceu pichada com frases contra os judeus.

A ministra do Interior francesa, Michèle Alliot-Marie, enviou uma circular aos chefes de governo em todos os departamentos para que intensifiquem a vigilância sobre este tipo de ataque anti-semita.

Em comunicado enviado ontem à noite, Alliot-Marie condenou o ataque contra a sinagoga de Saint-Denis "com a maior firmeza", e considerou o atentado um fato "covarde e inadmissível".

A secretária de Estado de Política Urbana, Fadela Amara, se reunirá hoje com diversas associações de direitos humanos para estudar o risco de proliferação de atos anti-semitas ligados à situação no Oriente Médio.

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