Centro-direita vence eleição do Parlamento Europeu

Por Timothy Heritage BRUXELAS (Reuters) - Os partidos de centro-direita mantiveram o controle do Parlamento Europeu numa eleição concluída no domingo que poupou a maioria dos governos nacionais de grandes derrotas, apesar da insatisfação gerada com a crise econômica.

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Os resultados parciais mostram que o Partido Popular Europeu esmagou os socialistas e deve permanecer como o maior bloco do Parlamento, que aprova muitas leis e o orçamento da UE.

Os partidos centro-direitistas que governam Alemanha, França, Polônia e Itália se saíram bem, assim como os candidatos do Partido Verde. Já os socialistas não conseguiram se aproveitar do descontentamento gerado pela atual crise econômica.

O comparecimento foi de apenas 43 por cento do eleitorado, o mais baixo já registrado. Os primeiros resultados mostraram derrotas dos partidos governistas em alguns dos países mais afetados pela crise -- Grã-Bretanha, Irlanda, Letônia, Grécia, Hungria, Bulgária e Espanha.

Mas os líderes da UE podem respirar aliviados com o resultado ruim dos partidos de ultradireita, que no entanto avançaram em alguns países, como a Hungria, a Holanda e a Romênia. O Partido Nacional Britânico elegeu um eurodeputado pela primeira vez.

"Não espero grandes dificuldades no processo decisório. A composição deste Parlamento não será significativamente diferente da anterior", disse o comissário (ministro) europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia.

A vitória das forças de centro-direita, após quatro dias de votação, deve ajudar o conservador José Manuel Barroso a obter um novo mandato como presidente da Comissão Europeia, o poder executivo da UE.

O Partido Popular Europeu se encaminha para ficar com 267 das 736 cadeiras. Os socialistas devem ficar com 159.

"É amargamente frustrante, esperávamos um resultado melhor", disse Martin Schultz, dirigente do Partido dos Socialistas Europeus. "Na maioria dos países, a coisa foi bem ruim para nós."

Na Alemanha, os conservadores ligados à chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel sofreram derrotas, mas mantiveram a maior bancada, reforçando as perspectiva dela na eleição nacional de setembro.

Na França, o partido governista UMP venceu com cerca de 28 por cento dos votos. Surpreendentemente, a coalizão de políticos verdes teve 16 por cento, sob a liderança de Daniel Cohn-Bendit, ex-dirigente estudantil de 1968.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, deve ter uma vitória modesta, segundo as pesquisas de boca de urna, mostrando que superou os desafios representados pela recessão e por escândalos envolvendo sua vida amorosa.

(Reportagem adicional das redações da Reuters na Europa)

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