Centro Wiesenthal não acredita em morte de médico nazista

VIENA - O diretor do Centro Simon Wiesenthal de Jerusalém, Efraim Zuroff, considerado o maior caçador de nazistas do mundo, diz que o nazista austríaco Aribert Heim, acusado de crimes de guerra e apelidado de Doutor Morte, não está morto -tendo, neste caso, 95 anos de idade.

Redação com agências internacionais |

Na última quinta-feira, o jornal "The New York Times" publicou longa reportagem que afirma que Heim teve uma vida secreta no Cairo, no Egito, e morreu em 1992. O lugar aonde ele se escondeu, assim como sua morte em 1992, permanecia desconhecido até agora.

"Existem muitas dúvidas em aberto", explicou ao jornal "Wiener Zeitung" o promotor da campanha "Última Oportunidade" para levar à Justiça os criminosos de guerra nazistas que ainda não foram capturados.

"Doutor Morte"

NYT
Foto usada na busca por Heim
Heim, que ficou conhecido como "Dr. Morte", é um médico austríaco acusado de torturar e matar mais de 300 prisioneiros em experiências, encabeçou durante anos a lista do Centro Simon Wiesenthal dos nazistas mais procurados do mundo e existia informação que havia se refugiado na Espanha e na América Latina.

"O primeiro que vamos fazer é consultar a situação com a polícia alemã. Então tentaremos encontrar o corpo. Também tentaremos achar Heim em outros lugares. Toda esta história ainda não terminou", explicou Zuroff.

Em 1962, o "Doutor Morte" fugiu da Justiça quando vivia no Estado alemão de Baden-Württemberg, onde existe uma ordem internacional de detenção contra ele por crimes de guerra.

Seu corpo teria sido enterrado em um cemitério precário da capital egípcia Cairo, onde as tumbas são reutilizadas depois de poucos anos, motivo pelo qual a investigação que anunciava sua morte, divulgada canal alemão de TV "ZDF" e pelo jornal americano "New York Times", considera muito difícil encontrar o cadáver.

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