Centro de imigrantes de Lampedusa é incendiado após distúrbios

Roma, 18 fev (EFE).- O centro de identificação e expulsão de imigrantes da ilha italiana de Lampedusa, considerada por muitos a porta italiana de entrada à Europa, acabou incendiado hoje após alguns distúrbios nos quais participaram mais de cem imigrantes ilegais.

EFE |

Segundo informação da imprensa local, a tensão registrada nesta instituição há poucos dias explodiu hoje, após cerca de 300 tunisianos iniciarem ontem uma greve de fome em protesto pelo envio de alguns prisioneiros para Roma com a intenção de serem repatriados.

Os protestos acabaram em um incêndio do qual a Polícia responsabiliza um grupo de imigrantes, que poderiam ter juntado colchões e papéis para acender o fogo.

Os bombeiros conseguiram controlar as chamas rapidamente, mas o vento forte dificulta a extinção do incêndio, que danificou grande parte de um dos três edifícios que compõem o centro de identificação e expulsão de imigrantes.

A Polícia teve que usar gás lacrimogêneo para tomar o controle do centro após os distúrbios, que deixaram várias vítimas, algumas com sinais de intoxicação por fumaça.

A instalação, que até pouco era conhecida como centro de primeiro amparo de Lampedusa, foi transformada recentemente pelo Governo italiano em um lugar de identificação e expulsão de imigrantes ilegais. Há na instituição 863 imigrantes.

O prefeito de Lampedusa, Bernardino de Rubeis, informou nesta quarta à imprensa local que uma "nuvem tóxica" se dirigia para as casas da ilha e responsabilizou o Governo italiano pelos distúrbios por ter mudado a natureza do centro.

"Os imigrantes estão desesperados e nesta manhã aconteceram confrontos com a Polícia. Sei que foi lançado gás lacrimogêneo e depois começou o incêndio, provavelmente iniciado pelos imigrantes.

Falaram-me de chamas de 10 metros de alto", declarou Rubeis. EFE mcs/fal

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