Centro de estudos acusa grupo de Noordin Top por atentados em Jacarta

Jacarta, 24 jul (EFE).- O respeitado centro de estudos International Crisis Group (ICG) acusou hoje a facção da Jemaah Islamiya, o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, liderada pelo malaio Noordin Mohammed Top pelo duplo atentado cometido no último dia 12 em Jacarta, que deixou nove mortos e 50 feridos.

EFE |

Top, o terrorista mais procurado do Sudeste Asiático, é "o suspeito mais provável" de ter planejado o massacre na capital indonésia, segundo um relatório publicado pelo ICG.

"Dos diferentes grupos extremistas violentos que operam na Indonésia, só a rede que cerca Noordin Top quer atacar alvos ocidentais e tem a capacidade provada de poder fazê-lo", argumenta o centro de estudos.

O relatório destacou também que "Noordin é o único que tem um registro de ações deste tipo e uma obsessão por alvos icônicos", como os hotéis de luxo Ritz-Carlton e Marriott.

O ICG explicou que a ausência de atentados em solo indonésio em quase quatro anos ocorreu graças à eficácia policial, que deteve figuras-chave e desbaratou planos da rede terrorista de Top.

Quanto ao financiamento, o documento diz que esta operação, mais cara do que as anteriores, pode ter sido bancada desde fora da Indonésia, onde a Al Qaeda pode ter desempenhado um papel determinante.

As conclusões do centro de estudos coincidem com a principal linha de investigação aberta pela Polícia até o momento.

Neste sentido, o ICG destaca o interrogatório na quarta-feira a uma das supostas mulheres de Top, Arina Rahma, e a detenção de um suposto membro de sua rede terrorista ontem à tarde em Cilacap, na ilha de Java, cuja identidade não foi revelada.

Top é acusado de ser um dos responsáveis pelos atentados de Bali de 2002, nos quais 202 pessoas morreram, e de planejar outras ações terroristas para o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático. EFE jpm/bba

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