Centro de Bagdá volta a ser alvo de ataques; suspeita recai sobre Al Qaeda

Bagdá, 25 jan (EFE).- Em mais um incidente violento atribuído pelo Iraque à Al Qaeda, um atentado triplo matou 36 pessoas e feriu outras 70 hoje em uma área de hotéis do centro de Bagdá.

EFE |

As explosões, que tiveram poucos minutos de intervalo, aconteceram perto dos hotéis Sheraton, Palestina, Babel e Hamrá. Os dois primeiros estão situados muito próximos, na praça Fardus, enquanto os demais ficam em outras áreas do centro da capital.

Segundo policiais, foram utilizados nos ataques carros-bomba dirigidos por suicidas.

As áreas da capital atacadas estão perto da chamada Zona Verde, que conta com medidas de segurança especiais por abrigar vários prédios oficiais e embaixadas.

As explosões deixaram fortes danos materiais nos hotéis. A zona dos atentados foi isolada por policiais para facilitar as investigações e a transferência de feridos.

Segundo o assessor do Conselho de Ministros do Iraque, Saad al-Mutalbi, levando em conta o método utilizado, as suspeitas oficiais recaem sobre o grupo terrorista Al Qaeda.

O atentado acontece semanas antes das eleições parlamentares de 7 de março, das quais sairá a próxima coalizão de Governo no Iraque.

As autoridades iraquianas já advertiram que, conforme se aproxime a data das eleições, há mais riscos de atentados.

O deputado Alaa Maki culpou pelo ataque as forças de segurança iraquianas, que descreveu como "não organizadas e carentes de equipamentos adequados".

"Criticamos os ministros de segurança e o chefe das Forças Armadas na última sessão do Parlamento, e esperávamos que fizessem algo sobre a situação de segurança", disse Maki ao canal "Al Jazira".

Segundo Maki, a área onde ocorreram os ataques mostra que houve "infiltrações" dentro das forças de segurança, já que a região, próxima à fortificada Zona Verde, está bem protegida.

A série de ataques de hoje é a mais graves desde a de 8 de dezembro passado, também em Bagdá, que deixou 127 mortos e outros 450 feridos. Na ocasião, houve cinco atentados, quatro deles realizados por suicidas em carros-bomba.

Se em dezembro os alvos principais foram prédios públicos, hoje os terroristas miraram hotéis do centro da cidade.

As explosões de 8 de dezembro foram atribuídas pelas autoridades iraquianas à Al Qaeda e a remanescentes do ex-partido governante Baath, alicerce político de Saddam Hussein.

A série de atentados de hoje acontece no mesmo dia em que as autoridades iraquianas anunciaram a execução de um dos principais membros do regime de Saddam Hussein, o ex-ministro da Defesa Ali Hassan al-Majid, conhecido como "Ali, o Químico".

Mayid tinha sido condenado à morte por violações dos direitos humanos e ações brutais durante a repressão aos curdos. Hoje, ele foi enforcado da mesma forma que Saddam Hussein foi em dezembro de 2006. EFE ah/rr

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