Centenas saqueiam armazéns no centro de Porto Príncipe

Centenas de haitianos saquearam neste sábado no centro de Porto Príncipe uma área repleta de armazéns comerciais arrasados pelo terremoto de terça-feira.

iG São Paulo |

Os saqueadores levaram sacos de arroz, legumes, alimentos secos e tudo o que encontraram de interesse.

Diante da presença de membros da ONU e da polícia, que não intervieram em nenhum momento, a multidão se limitava a esperar que os agentes passassem para voltar a se embrenhar entre os escombros e retirar os produtos armazenados ainda aproveitáveis.

AP
Haitianos retiram produtos de mercado em ruínas

Haitianos retiram produtos de mercado em ruínas


Pelo menos cinco pessoas foram até a polícia para denunciar que grupos de assaltantes, alguns armados com paus, tinham roubado seus pertences aproveitando a confusão do momento.
Caos na distribuição de ajuda
Por causa da demora na distribuição da ajuda que chega ao país, muitos sobreviventes estão desesperados por água e alimentos.
De acordo com o jornal britânico Guardian, grupos de homens com machetes vasculhavam os escombros dos prédios destruídos em busca de suprimentos; outros usaram corpos como barricadas, um sinal macabro do grau de desespero que atingiu a capital haitiana depois da tragédia.

"Eles estão mexendo em tudo. O que podemos fazer?", disse Michel Legros à Associated Press enquanto esperava para ajudar na busca de sete parentes soterrados em uma casa desmoronada.

Mais de 25 equipes de resgate trabalham em escolas, hotéis, hospitais e edifícios, com a expectativa de que mais 13 se juntem ao trabalho, disse a ONU. Há falta de cirurgiões e remédios para atender os feridos.
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que viajaria neste sábado ao Haiti para avaliar os danos causados pelo terremoto .

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Segundo o secretário de Estado para Segurança Pública do Haiti, Aramick Louis, o número de mortos deve ultrapassar 140 mil. "Já enterramos 40 mil. Estimamos que haja mais 100 mil", afirmou.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto. A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou neste sábado o número de mortos para 17 - considerando como mortos Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e outro brasileiro que não identificou, que ainda estão desaparecidos.

*Com informações da EFE, BBC e Guardian

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