Islamabad, 19 fev (EFE).- Centenas de pessoas protestaram hoje em vários pontos do Paquistão por causa do assassinato do jornalista paquistanês Moussa Khan Khel no Vale do Swat, onde as autoridades iniciaram negociações de paz com fundamentalistas.

Associações e sindicatos de jornalistas protestaram para exigirem que se esclareça o episódio e que os culpados sejam levados ante a Justiça em cidades como Karachi, Peshawar e Lahore, além do distrito de Swat, informou a imprensa local.

O jornalista foi sequestrado e baleado ontem por um grupo de homens armados quando acompanhava uma marcha pela paz convocada pelo clérigo radical Sufi Mohammed, promotor de um acordo com o Governo para aplicar a lei islâmica em Swat.

"Moussa tinha recebido ameaças há muito tempo. Algumas dos talibãs", disse à Agência Efe uma fonte da emissora "Geo TV", para a qual trabalhava desde 2007.

"Foi muito duro. Era um profissional excelente e valente", explicou seu colega de trabalho Sarfraz, que participou dos protestos organizados pelo clube de imprensa de Mingora. EFE igb/fal

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