Centenas deixam Gaza após abertura de fronteira egípcia

Por Nidalal-Mughrabi GAZA (Reuters) - O Egito abriu sua fronteira junto à Faixa de Gaza no sábado, permitindo que centenas de pessoas deixassem o território controlado pelo Hamas, disseram autoridades palestinas.

Reuters |

Fontes de segurança egípcias disseram que a fronteira de Rafah ficaria aberta por dois dias para permitir aos cidadãos de Gaza com visto de residência estrangeira e casos especiais humanitários atravessarem para o Egito.

A fronteira em Rafah foi fechada pelo Egito após o movimento islâmico Hamas tomar o controle da Faixa de Gaza há mais de um ano, e centenas de cidadãos egípcios ficaram presos no território.

Com a reabertura, cerca de 500 pessoas atravessaram a fronteira para o Egito e 700 retornaram a Gaza, segundo as fontes egípcias.

O Hamas quer que o Egito abra Rafah permanentemente para suavizar o bloqueio liderado por Israel a Gaza, mas sob um acordo coordenado pelos Estados Unidos, o país não poderá fazê-lo sem o consentimento de Israel e do presidente palestino Mahmoud Abbas, cuja facção Fatah é rival do Hamas.

'A abertura de Rafah por dois dias vai aliviar o sofrimento do nosso povo', disse o porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri.

O Hamas expulsou as forças de Abbas em junho de 2007 para tomar o controle da Faixa de Gaza. Abbas, em resposta, desconsiderou o governo liderado pelo Hamas e apontou uma nova administração na Cisjordânia ocupada controlada pela facção Fatah.

Os representantes das facções rivais palestinas têm se encontrado no Cairo para uma reconciliação, mas autoridades próximas às negociações disseram que um acordo é improvável.

A tensão entre Fatah e Hamas permanece intensa, e milhares de funcionários do governo, profissionais de saúde e professores afiliados ao Fatah fizeram greve na Faixa de Gaza no sábado contra o que chamaram de um mau tratamento pelo Hamas.

O Hamas ameaçou penalizar os grevistas e impedir os médicos de atender em consultórios se eles não comparecerem aos hospitais públicos.

'Ninguém, nenhuma instituição e nenhum sindicato vai ter permissão para sabotar a segurança dos cidadãos de Gaza,' disse o ministro da Saúde do Hamas, Basim Naeem. 'Nós vamos infligir as mais severas punições.'

O sindicato dos trabalhadores pró-Fatah disse que a paralisação vai continuar até terça-feira.

Assinalando a divisão, a Faixa de Gaza terminou oficialmente o horário de verão no sábado enquanto os palestinos na Cisjordânia não vão mudar seus relógios por vários dias.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG