Centenas de pessoas protestam em Pequim contra trama financeira ilegal

Pequim, 20 nov (EFE).- Quatrocentas pessoas organizaram um protesto na capital chinesa, acontecimento pouco freqüente, no qual denunciaram ter sofrido grandes perdas econômicas após participar de uma trama financeira ilegal, informou hoje a agência oficial Xinhua.

EFE |

Os manifestantes se reuniram em frente ao escritório municipal de atendimento aos peticionários (pessoas que viajam de todas as partes da China a Pequim para denunciar todo tipo de injustiças).

Fontes policiais disseram que a manifestação também teve a participação de pessoas com "outro tipo de reivindicações", e que a multidão se dispersou após algumas horas, "após serem persuadidas pela Polícia".

O protesto foi "pacífico" e não houve registro de incidentes com a Polícia, acrescentaram as forças de segurança citadas pela "Xinhua".

Todos os anos, há na China milhares de protestos de peticionários com todo tipo de reivindicação, mas, na maioria, se devem a problemas econômicos relacionados a expropriações de terras, perdas de trabalho ou aumentos de preços.

A imprensa chinesa não costuma informar sobre estes incidentes, mas nos últimos dias deu cobertura a este e outros protestos, como uma recente greve de taxistas na cidade de Chongqing (centro) ou outras violentas em Lanzhou (nordeste), nas quais manifestantes atacaram edifícios oficiais após denunciar desocupações forçadas.

O Governo chinês reconheceu que a crise econômica mundial pode ter como conseqüência um aumento deste tipo de protesto, por isso na quarta-feira anunciou o início de uma campanha para tentar reduzir o número de "insatisfeitos".

Esta campanha se concentrará, segundo a imprensa oficial, em acelerar os processos judiciais e, assim, tentar resolver disputas civis, principalmente em torno de conflitos de propriedade, e em tentar que as sentenças sejam cumpridas pelas autoridades. EFE abc/an

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