Centenas de pessoas atacam delegacia em nova revolta popular na China

Pequim, 19 jul (EFE).- Centenas de pessoas atacaram uma delegacia no sul da China para protestar contra a morte do motorista de um moto-táxi, na terceira revolta popular registrada no país em menos de um mês, às vésperas do início dos Jogos Olímpicos de Pequim.

EFE |

Os protestos se desencadearam na quinta-feira, no distrito de Boluo, na localidade de Huizhou, e de acordo com testemunhas, mais de mil trabalhadores imigrantes se somaram a elas, embora a agência estatal chinesa, "Xinhua" tenha afirmado que os manifestantes não passavam de 100.

Os manifestantes denunciavam o suposto linchamento, por guardas de segurança contratados pelo Governo local, de Ouyang Jiusheng, de 40 anos, e procedente da província central de Hunan, por negar-se a pagar-lhes US$ 30 como "tarifa de proteção" para poder seguir utilizando sua moto como táxi.

A Polícia, que está investigando o fato, explicou que recebeu uma ligação de emergência sobre um motociclista acidentado e ferido próximo a um posto de gasolina, e que quando seus agentes chegaram ao lugar do ocorrido, encontraram o cadáver, informou a "Xinhua".

Após recolher provas durante uma hora no lugar, os agentes decidiram enviar o cadáver a uma funerária, mas foram detidos pelos amigos e familiares de Ouyang, que pediram para não transferi-lo até que os assassinos fossem capturados e castigados.

O cadáver foi finalmente levado à funerária, onde será submetido à autópsia a pedido da família.

Trata-se do terceiro caso de distúrbios violentos no país em menos de um mês.

Esta semana, o Governo central ordenou a todos os dirigentes locais que atendam às queixas populares e tratem de resolver suas disputas, cada vez mais sérias devido aos enormes desequilíbrios sociais e econômicos causados pelo processo de reforma e abertura econômica. EFE cg/gs

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