Centenas de palestinos enfrentam soldados israelenses em Hebron

JERUSALÉM - Mais de 300 palestinos enfrentaram nesta quinta-feira forças israelenses na cidade cisjordaniana de Hebron, no 16º aniversário do massacre de 29 palestinos por um extremista judeu na Túmulo dos Patriarcas.

iG São Paulo |

Do protesto também participaram várias dezenas de israelenses, entre eles o deputado árabe do Partido (comunista) Hadash, Mohammed Barakeh, informou a imprensa local.

AP
Soldado israelense dispara gás lacrimogêneo contra palestinos que atiravam pedras na Cisjordânia

Soldado dispara gás lacrimogêneo contra palestinos na Cisjordânia

Os manifestantes marcharam pelas principais ruas da cidade. No começo da tarde, dezenas de palestinos, jovens em sua maioria, lançaram pedras contra as forças de segurança israelenses posicionadas junto ao Túmulo dos Patriarcas.
Os soldados reagiram com gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar o protesto. Quatro palestinos foram detidos. Segundo um porta-voz do Exército, "os manifestantes queimaram pneus, lançaram garrafas incendiárias e pedras contra as forças de segurança israelenses".
Esta quinta-feira foi o quarto dia seguido de confrontos em Hebron. Os tumultos começaram depois que, no domingo, o governo israelense anunciou a intenção de declarar o Túmulo dos Patriarcas, que abriga uma sinagoga e uma mesquita, e o Túmulo de Rachel parte do patrimônio nacional .
Na terça-feira, o líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, conclamou nesta os 2,5 milhões de palestinos da Cisjordânia a lançar a Terceira Intifada (levante popular)  em resposta à decisão de Israel de declarar patrimônio nacional os dois lugares sagrados.
Também na terça-feira, o presidente palestino, Mahmud Abbas, classificou de "provocação" a decisão de incluir no patrimônio de Israel os dois lugares sagrados em Hebron e Belém.
AFP
Soldados israelenses tentam dispersar palestinos perto do Túmulo do Patriarca

Soldados tentam dispersar palestinos perto do Túmulo do Patriarca

Numa tentativa de apaziguar a situação, o primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, assegurou nesta quinta-feira que "não haverá mudanças na situação, nem na Túmulo dos Patriarcas, nem no Túmulo de Raquel" e prometeu "liberdade completa de culto".

O Túmulo de Raquel, onde segundo a tradição está sepultada a matriarca bíblica Raquel, é um lugar santo judeu. É localizada em Belém, próxima a Jerusalém.

O Túmulo dos Patriarcas (da Bíblia) em Hebron - a Mesquita de Ibrahim (nome muçulmano de Abraão) para o Islã - é um lugar santo para judeus e muçulmanos. É localizada em Hebron, no sul da Cisjordânia. O lugar está dividido em duas partes, uma para os fiéis muçulmanos e outra para os peregrinos judeus.

*Com informações da EFE e AFP

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