Centenas de palestinos com doenças graves não recebem atendimento em Gaza

Genebra, 23 out (EFE).- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou hoje que centenas de doentes em estado grave não podem receber o atendimento médico necessário na Faixa de Gaza, devido à falta de colaboração entre autoridades palestinas nesse território e em Ramala.

EFE |

Essa situação provocou uma forte redução da importação de remédios, o que está agravando uma situação que já era crítica, afirmou o organismo humanitário.

Em nota divulgada em Genebra, o CICV afirmou que as principais vítimas são as crianças que sofrem de fibrose cística, doença que pode comprometer os sustemas respiratório, digestivo e aparelho reprodutor, e que na semana passada não receberam a medicação necessária.

Essas crianças precisam tomar medicamentos diariamente, pois, caso contrário, sua condição pode piorar rapidamente, advertiu.

Além disso, ressaltou que a greve mantida desde agosto pelos trabalhadores palestinos do setor de saúde também está tendo um impacto negativo considerável na capacidade dos hospitais de atender os doentes.

Isso levou a uma redução de 40% das intervenções cirúrgicas e de 20% nas admissões hospitalares.

Além disso, o CICV ressaltou que caiu pela metade o número de doentes graves - incluindo aqueles que têm câncer e problemas cardíacos - que são transferidos para centros especializados em Israel, Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Jordânia.

O organismo disse que, embora ajude regularmente os hospitais palestinos a cobrir suas necessidades mais urgentes, "na situação atual, isso não é suficiente", por isso pediu às autoridades de saúde de Ramala e de Gaza que garantam a entrada de material médico neste último território.

Nesse sentido, reivindicou que "não se politize" a saúde dos palestinos. EFE is/an

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