Centenas de milhares de pessoas festejam Ano Novo nas ruas de Nova York

NOVA YORK - Em meio a um forte esquema de segurança e apesar do medo de um atentado terrorista, centenas de milhares de pessoas não deixaram de comparecer à famosa Times Square, em Nova York, para dar as boas-vindas a 2010, e ver a bola de cristal iluminada que tradicionalmente marca a chegada de um novo ano.

EFE |


A esfera, que neste ano pesava mais de cinco toneladas, foi coberta por 2.668 triângulos de cristal iluminados por 32.256 lâmpadas LED (diodo emissor de luz).

AFP
Público na Times Square, pouco antes da Virada do ano nos EUA



Como acontece desde 1907, durante o tempo em que a bola leva para percorrer 24 metros de descida, os olhos de nova-iorquinos e turistas do mundo inteiro que compareceram em peso à praça ficaram atentos a seu movimento.

O público presente também fez a contagem regressiva em voz alta para o início de 2010, ano que sucede um período de 12 meses marcado por uma forte crise econômica e o aumento do desemprego nos EUA.

Diversas atrações musicais, como a cantora Alicia Keys, foram alguns dos destaques da noite, assim como a voz de Frank Sinatra e seu inesquecível "New York, New York", que ressoou por todo o Midtown nova-iorquino enquanto uma chuva de confetes caía sobre os presentes à festa.

Parte do papel picado que choveu na virada do ano na maior metrópole americana continha mensagens de várias pessoas que, pela internet, puderam manifestar seus desejos e emoções para que pudessem ser colocados pelos organizadores nas tiras.

Assim como nos eventos pós-11 de setembro de 2001, a chegada do Ano Novo na Times Square foi marcada por forte vigilância policial, que incluiu agentes à paisana entre a multidão. O clima era de alerta após a tentativa fracassada de explosão, nos últimos dias, de um voo entre Amsterdã, na Holanda, e Detroit. A responsabilidade pelo atentado, que teria sido executado por um nigeriano de 23 anos, foi assumida pela rede terrorista Al Qaeda.

"Entendemos que Nova York é o principal alvo (do terrorismo).

Fazemos muito mais que outras cidades para nos proteger dos terroristas, mas nunca há garantias. Vivemos em um mundo perigoso", explicou nesta semana o comissário-chefe da polícia da cidade, Ray Kelly.

Segundo ele, a ação policial incluiu desde detectores de emissões de radiação e substâncias biológicas a franco-atiradores posicionados no alto de edifícios e outros pontos estratégicos.

Houve ainda a proibição do acesso de pessoas à praça com mochilas, bolsas grandes ou bebidas alcoólicas.

Na última quarta-feira, uma caminhonete com vidros escuros e que estava abandonada há dois dias na Times Square, de forma suspeita, fez com que a sede da bolsa de valores Nasdaq e outros edifícios tivessem que ser evacuados, até que o veículo fosse inspecionado. No caso, felizmente, tratava-se de um alarme falso.

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