Centenas de israelenses se manifestam após ataque a clube gay em Tel Aviv

Jerusalém, 2 ago (EFE).- Centenas de israelenses se manifestaram esta madrugada pelo centro de Tel Aviv em um ato espontâneo de repulsa ao ataque feito horas antes a um centro gay, no qual duas pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas.

EFE |

Pouco antes da meia-noite, um homem vestido de preto (como os judeus ultra-ortodoxos) entrou em um imóvel da Associação de Gays e Lésbicas de Tel Aviv e atirou com uma arma automática em todas as direções antes de fugir, até agora com sucesso, segundo testemunhas.

"No começo achei que era uma piada, mas o homem imediatamente abriu fogo. As pessoas se esconderam sob camas e mesas. Ninguém gritava (...) É um lugar pequeno. Uma vez dentro, não há para onde correr", explicou à imprensa local um dos feridos, Or Gil.

A Polícia já praticamente descartou que se trate de um ataque terrorista palestino ou um acerto de contas e dá por certo que o motivo da ação foi o ódio a homossexuais.

Segundo os serviços de emergência, a maior parte de feridos são menores e as duas vítimas fatais são um homem de 26 anos e uma menina de 16.

Pouco depois do tiroteio, centenas de pessoas começaram a se manifestar levando bandeiras arco-íris e cartazes com lemas de ordem como "Todos juntos, sem ódio nem medo", informa a imprensa local.

"Já podemos dizer que é um dos piores crimes movidos pelo ódio.

Há jovens nos hospitais cujos pais, em alguns casos, não sabiam que seus filhos estavam no centro gay", disse no final do ato Nitzan Horowitz, do partido de esquerda Meretz e o único deputado que confessou abertamente seu homossexualismo.

Embora tenha condenado o crime, o partido ultra-ortodoxo sefardita Shas foi o alvo de várias críticas na marcha pelos comentários homófobos de seus líderes.

"É uma sensação horrível. Vivemos em uma bolha, achando que tudo está bem. Foi um ato de puro ódio infundado", assegurou Revital, uma das participantes.

Kfir Lavi, coordenador de uma linha de telefone de apoio aos homossexuais, não duvidou em tachar o sucedido de ataque terrorista contra seu grupo.

"O que vimos é uma perseguição. Este ataque vai contra as atividades de jovens que estão no armário, contra amigos e aqueles que têm dúvidas", acrescentou.

Foi convocado um segundo protesto hoje às 17h (11h de Brasília) em frente ao local do ataque.

A Polícia continua a busca do autor dos disparos na cidade, uma das mais progressistas de Israel e destino turístico de homossexuais. EFE ap/ma

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