Centenas de escolas são evacuadas na Finlândia após ameaças anônimas

Helsinque, 25 set (EFE).- Centenas de escolas da Finlândia foram desocupadas nas últimas 24 horas por causa de uma série de ameaças anônimas divulgadas através da internet, de e-mails e de mensagens de telefone celular, informou hoje a Polícia.

EFE |

Em Keuruu, próxima de Jyväskylä, cerca de 500 alunos foram evacuados de uma escola de ensino médio após a Polícia descobrir que alguém ameaçava, em um fórum da internet, explodir uma bomba.

Este fórum estava hospedado em uma rede de relacionamentos chamada IRC-Galleria, a mesma na qual Matti Saari divulgou uma série de fotos, vídeos e mensagens violentas antes de assassinar dez pessoas na última terça em Kauhajoki.

Após registrar uma busca na escola sem encontrar nada suspeito, a Polícia prendeu um jovem de 15 anos como suposto autor das ameaças.

Em Pyhäjärvi, no centro da Finlândia, uma instituição foi desocupada como conseqüência de outra ameaça de bomba, embora a Polícia ainda não tenha conseguido identificar o responsável.

Outro jovem de 15 anos foi preso em Masku, nas proximidades de Turku, por ter divulgado mensagens com ameaças contra sua escola através de e-mail e de seu telefone celular.

Em Kajaani, no centro da Finlândia, dois jovens, de 18 e 23 anos, foram presos hoje após ameaçarem repetir o massacre de Kauhajoki nas instituições nas quais estudavam.

Este tipo de ameaça, todas elas infundadas, se repetiram em pelo menos mais três municípios, demonstrando em muitos casos a falta de tato de alguns jovens finlandeses e a histeria que provocou a tragédia de Kauhajoki.

É o caso de um incidente que aconteceu hoje em Raahe, um povoado do litoral oeste, no qual uma estudante de 18 anos foi detida por colocar uma mensagem na lavanderia de sua escola advertindo que a ligaria a tiros se a lavadora não estava livre às 11 da manhã.

As autoridades recomendam aos jovens que recebam este tipo de mensagens que não as divulguem entre seus amigos, mas avisem imediatamente à Polícia.

A Finlândia viveu uma situação similar há pouco mais de dez meses, após Pekka-Eric Auvinen assassinar oito pessoas em uma instituição de educação. EFE jg/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG