Centenas acompanham funeral de médico assassinado que fazia abortos nos EUA

Washington, 6 jun (EFE).- Centenas de pessoas compareceram hoje em meio a fortes medidas de segurança ao funeral do médico George Tiller, que fazia abortos nos Estados Unidos e que foi assassinado na semana passada quando saía de uma igreja.

EFE |

O funeral foi organizado na igreja metodista College Hill, e não na que Tiller costumava frequentar, para receber as mais de mil pessoas que quiseram dar o último adeus ao médico.

Cerca de 50 membros da organização conservadora American Legion Riders se instalaram nos arredores da igreja para protestar contra o aborto.

Por outro lado, vários grupos antiaborto preferiram se manter distantes do funeral por respeito à família.

"É o melhor que podemos fazer", disse Troy Newman, presidente do grupo Operation Rescue, que durante anos liderou a luta contra as atividades de Tiller na cidade americana de Wichita, no estado do Kansas.

Tiller, de 67 anos, foi assassinado após ser atingido por um tiro no domingo passado na porta de uma igreja luterana.

O suspeito, Scott Roeder, de 51 anos, um conhecido membro de um grupo contra o aborto, foi detido horas mais tarde e permanece detido até que ocorra a audiência preliminar fixada para o próximo 16 de junho.

O assassinato de Tiller desencadeou reações a favor e contra do aborto durante a última semana, e reabriu o debate sobre a interrupção voluntária da gravidez, um tema muito espinhoso nos EUA e que o presidente do país, Barack Obama, se comprometeu a retomar.

Tiller era o fundador da clínica Women's Health Care Services, uma das poucas no país que pratica abortos no último trimestre de gestação, quando se considera que o feto pode ter vida fora do ventre da mãe.

O médico e sua clínica já foram vítimas de diversas agressões e protestos durante décadas.

Tiller foi o sexto médico que fazia abortos a ser assassinado nos EUA desde 1994.

Sua clínica permanece fechada desde o fim de semana passado e, segundo disse sua família em comunicado, não deve ser reaberta imediatamente.

Roeder é acusado de ter cometido assassinato em primeiro grau.

Além disso, ele teria ameaçado duas pessoas que tentaram detê-lo em sua fuga. EFE elv/bba

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