Célula especial da ONU se reúne pela primeira vez para discutir crise alimentar

A célula especial da ONU sobre a crise alimentar mundial se reuniu pela primeira vez nesta segunda-feira, sob o patrocínio do secretário-geral, Ban Ki-moon, que transformou o combate à fome em uma de suas prioridades.

AFP |

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O encontro, realizado a portas fechadas, tem o objetivo de "promover uma resposta mundial coerente e coordenada à atual crise alimentar", explica um documento preparatório obtido pela AFP.

A meta é lançar as bases para uma "ação global", que incluiria uma série de planos a curto e longo prazos para enfrentar a escalada dos preços dos alimentos em todo o mundo.

Além disso, o grupo tem a missão de preparar o terreno para uma conferência de alto nível da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) sobre segurança alimentar, prevista para acontecer em Roma de 3 a 5 de junho, da qual Ban Ki-Moon quer que autoridades mundiais participem.

A célula de crise tentará garantir o estabelecimento e seu posterior seguimento de uma estratégia de ação.

O grupo, cuja criação foi anunciada pelo próprio secretário-geral da ONU no dia 29 de abril, em Berna, reúne os diretores de quinze departamentos e agências das Nações Unidas, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird).

A célula agirá sob a autoridade direta de Ban Ki-Moon, que encarregou de sua coordenação o secretário-geral adjunto para assuntos humanitários da ONU, John Holmes.

Em Berna, todas estas instituições fizeram um apelo por uma ação urgente para combater a crise alimentar, referindo-se principalmente a um comércio mundial mais equitativo.

Robert Zoellick, presidente do Bird, advertiu na ocasião que as próximas semanas seriam críticas, afirmando que para 2 bilhões de pessoas, os altos preços dos alimentos se transformariam em uma luta cotidiana, quase de "sobrevivência".

Ban Ki-Moon, por sua vez, declarou que a prioridade imediata é "alimentar os famintos", e reiterou o pedido feito aos países doadores para que respondam com urgência aos apelos por fundos lançados por várias agências.

Houve também um pedido aos países para que não recorram a restrições nas exportações para defender sua segurança alimentar, uma vez que este tipo de medida empurra ainda mais para a alta os preços dos alimentos, penalizando os mais pobres.

Os preços dos produtos alimentícios praticamente duplicaram em três anos, de acordo com dados do Banco Mundial, levando nações como Brasil, Vietnã, Índia e Egito a restringir a venda de alguns alimentos para o mercado externo.

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