Celso Amorim visita Bolívia e comenta crise causada por projeto de Morales

La Paz, 5 abr (EFE).- O ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, defendeu hoje o respeito dos interesses de todos os setores na crise que envolve o projeto constitucional do presidente da Bolívia, Evo Morales, com a demanda de autonomias regionais.

EFE |

"Os interesses de todos devem ser considerados dentro de uma visão geral de mudança, que é a do povo boliviano", declarou Amorim após se reunir no Palácio do Governo de La Paz com Morales e outras autoridades de seu gabinete.

Morales pediu a colaboração de "países amigos" como Argentina, Colômbia e Brasil para que atuem como mediadores na crise política da Bolívia, que envolve a refundação constitucional do líder e os processos de autonomia de várias regiões lideradas pela oposição.

Antes de Amorim, visitaram a Bolívia durante esta semana o chanceler argentino, Jorge Taiana, o vice-chanceler colombiano, Camilo Reyes, e uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) liderada pelo assessor legal da entidade, Dante Caputo.

Os delegados de Argentina, Colômbia e OEA se limitaram a se reunir com as partes envolvidas para "explorar" sua possível colaboração na busca de saídas "pacíficas" para a crise boliviana.

"Eu estou vindo na mesma condição, para participar deste esforço para encontrar soluções para as disputas internas", declarou hoje o chanceler brasileiro.

Amorim se reunirá hoje também com o ex-presidente Jorge Quiroga, atual líder da aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos).

Amanhã, o chanceler brasileiro viajará para o departamento (estado) de Santa Cruz para se reunir com suas autoridades regionais, que no dia 4 de maio celebrarão um referendo sobre seu estatuto autônomo, que para o Governo Morales é ilegal. EFE mb/fal

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