Celso Amorim pede trégua urgente para Gaza em reunião com premiê palestino

RAMALLAH - O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim defendeu nesta segunda-feira a urgência de um cessar-fogo na Faixa de Gaza e expressou a solidariedade do Brasil com o povo palestino, durante uma reunião com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, em Ramallah, na Cisjordânia.

Redação com agências internacionais |

"A tarefa mais urgente neste momentos é obter um cessar-fogo", declarou Amorim ao comentar a ofensiva de Israel contra o Hamas desde 27 de dezembro no território palestino. Também nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil está empenhado em colaborar para um acordo de paz entre judeus e palestinos. Nós gostaríamos que, no Oriente Médio, árabes e judeus vivessem como vivem árabes e judeus aqui no Brasil, comparou, em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente".  

O ministro das Relações Exteriores defendeu a aplicação da resolução aprovada quinta-feira passada pelo Conselho de Segurança da ONU, que pede principalmente uma trégua e a abertura das passagens de fronteira para enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.


Amorim e premiê palestino conversaram nesta segunda-feira / AP

Amorim está no Oriente Médio para contribuir na mediação internacional no conflito.

"O Brasil quer manifestar seu sentimento de solidariedade com os palestinos, porque são os que mais estão sofrendo nesta guerra, e estimular os esforços internacionais para alcançar a paz", declarou.

O chanceler, que mais cedo havia se reunido com o colega palestino Raid Malik, insistiu na iniciativa do Brasil de organizar uma conferência multilateral para abordar o conflito israelense-palestino em seu conjunto, ao fim da guerra na Faixa de Gaza.

"O Brasil é favorável à continuidade do processo de Annapolis", disse a respeito da reunião na cidade americana em novembro de 2007 que marcou a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos, com a meta de criar um Estado palestino.

No entanto, Amorim também defendeu uma "conferência de alto perfil político" que dê um novo estímulo ao processo de paz.

Giro pelo Oriente Médio

O chanceler iniciou a viagem no domingo em Damasco, onde se reuniu com o presidente sírio Bashar al-Assad e seu colega Walid Muallem. No mesmo dia se encontrou em Jerusalém com a chanceler israelense, Tzipi Livni .

Amorim, cujo governo condena a ação "desproporcional" de Israel em sua guerra contra o movimento radical palestino Hamas e insiste em um cessar-fogo, transmitiu a posição brasileira sobre o conflito, em um encontro com Livni que qualificou de "positivo", apesar das "diferenças" entre os dois países.


No domingo, Amorim e Livni tiveram reunião reservada / AP

Em declarações à imprensa, o ministro revelou que disse à Livni que o Brasil "condena, obviamente, os ataques terroristas", mas que não pode ficar "indiferente à morte de tantos civis" na Faixa de Gaza.

"O valor do Brasil como interlocutor foi reconhecido" durante a reunião com a chanceler israelense, destacou Amorim.

Na terça-feira ele viajará para a Jordânia para um encontro com o rei Abdullah II e participar na cerimônia de entrega de 14 toneladas de ajuda humanitária que o Brasil doará aos palestinos da Faixa de Gaza.

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