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Paris, 6 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reivindicou hoje aos golpistas de Honduras que permitam que o deposto presidente hondurenho, Manuel Zelaya, retorne ao país.

Amorim ressaltou que o Brasil não reconhece as novas autoridades hondurenhas e previu que o "golpe de Estado" de Roberto Micheletti "não durará muito".

O chanceler brasileiro, que lembrou que os "golpistas" tinham tirado Zelaya do país "com metralhadoras na cabeça e de pijamas", disse que a tomada do poder de Micheletti foi "condenada por todos, indistintamente", e disse que as novas autoridades hondurenhas "nem sequer têm legitimidade para dirigir eleições".

"Não é possível que se sustente", porque Honduras tem uma grande dependência das "suspensas" ajudas internacionais, acrescentou Amorim à imprensa. O ministro acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita a Paris, onde se reunirá amanhã com o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy.

Para Amorim, "a responsabilidade da suspensão das ajudas é exclusivamente dos golpistas", disse o chanceler, que defendeu uma "solução pacífica para o conflito". EFE jaf/an

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