Celso Amorim está "muito otimista" sobre conflito iraniano

"Há vários sinais que levam a pensar que isso (enriquecimento de urânio ilícito) é possível", afirmou Amorim

EFE |

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim está "muito otimista" em relação ao avanço que pode haver em breve para chegar a uma solução do conflito do Irã com a comunidade internacional por seu polêmico programa nuclear.

"É certo que o Irã começou a enriquecer (urânio) a 20%. Mas se há uma negociação, isso será suspenso. Há vários sinais que levam a pensar que isso é possível", afirmou Amorim em entrevista concedida ao jornal argentino "Clarín" ao término de uma viagem por vários países do Oriente Médio.

O ministro lembrou que, no domingo passado, se encontrou em Istambul com o chanceler turco e o iraniano, e na segunda-feira o Irã escreveu à AIEA - Agência Internacional de Energia Atômica - que está pronto para negociar incondicionalmente e sobre a base da declaração assinada com Brasil e Turquia.

O acordo assinado em maio prevê que o Irã ceda urânio pouco enriquecido a um terceiro país para que seja purificado no exterior e devolvido posteriormente para ser utilizado com fins científicos e não militares.

Apesar de seguir adiante com seu plano nuclear, o Irã manifestou à AIEA sua disponibilidade para continuar negociando a questão da troca de urânio.

No entanto, no mesmo dia, os ministros europeus de Assuntos Exteriores aprovaram um pacote de sanções mais restritivas para a República Islâmica, que se unem às que foram aprovadas no início de junho pelo Conselho de Segurança da ONU com o objetivo de pressionar Teerã para que abandone suas supostas ambições nucleares.

Amorim compartilha na entrevista as declarações do ex-presidente da AIEA Mohamed ElBaradei, que "reconhece que o grande problema destas negociações com o Irã foi buscar prevenir com excessiva antecipação coisas que supostamente poderiam ocorrer no futuro".

"Por isso, eu sou muito otimista em relação ao progresso que pode haver agora", conclui.

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