Celso Amorim e Bill Clinton pedem investimentos no Haiti

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, pediram nesta quinta-feira aos empresários que invistam no devastado país caribenho para a reconstrução a médio e longo prazo.

EFE |

"Estou emocionado com a grande generosidade que está havendo ao Haiti neste momento, mas devemos pensar a médio e longo prazo, porque isso está na volta da esquina, para reconstruir o país", afirmou Amorim, em uma sessão do Fórum Econômico Mundial, em Davos, destinada a debater como a comunidade empresarial pode ajudar nesta tarefa.

"É importante que haja investimentos rápidos no Haiti, para que as pessoas vejam que há esperança", ressaltou o chanceler brasileiro.

"O Haiti tem a oportunidade de escapar de seu passado, e construir um futuro melhor que o passado que tinha", disse Bill Clinton, que esclareceu que "não se trata de reconstruir o Haiti tal como era".

Amorim identificou as áreas que considerou prioritárias para essa reconstrução a médio e longo prazo, e para as quais ofereceu a colaboração do Brasil.

Entre elas, citou criar "trabalhos para os jovens do Haiti" em setores como o têxtil, e realizar uma reconstrução ambiental.

"Precisamos realizar um programa em massa para replantar árvores no Haiti, para evitar que essa terra que já estava devastada antes do terremoto provoque inundações, e isso poderia ser financiado com as grandes instituições financeiras, assim como o setor privado", disse. 

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