Celso Amorim defende solução pacífica para crise política na Bolívia

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, defendeu neste sábado uma solução para a crise política na Bolívia que evite conflitos que possam trazer sofrimento ao povo, após uma reunião com o presidente boliviano Evo Morales no Palácio Quemado de La Paz.

AFP |

O chefe da diplomacia brasileira chegou à Bolívia com a intenção de promover um diálogo político entre o presidente Morales e a oposição, que se enfrentam em torno das questões do estabelecimento de uma nova constituição de cunho estatista impulsionada pelo governante boliviano e dos estatutos autonômicos defendidos por cinco regiões.

"O objetivo é tentar buscar com base na boa vontade, na importância dos interesses superiores do povo boliviano, maneiras de encontrar soluções que evitem conflitos, que evitem situações que somente podem trazer sofrimento ao povo", disse Amorim.

O chanceler brasileiro fez suas declarações à imprensa após seu encontro com Morales, mas não forneceu detalhes da reunião com o presidente.

Amorim se reuniu com Morales por uma iniciativa boliviana para formar um grupo de países amigos, entre os quais estão Argentina e Colômbia, em busca de um diálogo entre o governo e a oposição para pôr fim a uma das piores crises políticas do governo de Evo Morales desde 2006.

O diplomata brasileiro disse que na busca do diálogo "os interesses de todos têm que ser respeitados, levando em consideração dentro de uma visão geral, que é a visão do povo boliviano de mudança, mas de mudança com respeito também às situações e aos interesses de todas as regiões".

Participam destes diálogos o chanceler Jorge Taiana (Argentina) e o vice-chanceler Camilo Reyes (Colômbia), que realizam desde quinta-feira passada reuniões com líderes do governo e da oposição para avaliar a predisposição dos atores bolivianos de participar de um processo de consenso que permita solucionar a grave crise que afeta a Bolívia.

Assim como os diplomatas argentino e colombiano, Amorim deverá se reunir no domingo com o presidente do Senado, o opositor Oscar Ortiz, e com líderes cívicos de Santa Cruz (leste), que convocaram para o dia 4 de maio a um referendo autonômico que o governo classifica de ilegal e separatista.

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