Celso Amorim adverte que crise não deve afetar construção democrática

Lisboa, 12 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, advertiu hoje na 5ª Conferência Ministerial da Comunidade das Democracias, realizada em Lisboa, que a crise econômica não deve afetar a construção da democracia.

EFE |

Amorim, que participou da inauguração da reunião, disse que o Brasil incentiva a melhora e implementação da democracia em outros países, especialmente na América do Sul.

A região "está passando por mudanças profundas, devemos trabalhar mais na educação, porque a persuasão é mais eficaz do que a obrigação", disse.

Sobre a atual situação de Honduras, afirmou que "a reposição da democracia é uma obrigação" e ressaltou que esta é "um objetivo em si".

Além disso, acrescentou que "é fundamental fazer o esforço máximo para que não se acabe com os valores da democracia e da paz".

Em relação ao mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Amorim disse que "iniciou uma política de apoio e consolidação da democracia nos países emergentes", como nas conferências da Comunidade das Democracias, no Grupo dos Oito (G8) ou nas reuniões internacionais, consideradas "fundamentais" para "avaliar" o impacto da crise.

Além disso, Amorim destacou a situação da África e julgou que este continente "deve continuar sendo o centro das atenções" do Brasil e da comunidade internacional.

O ministro disse que a pobreza é uma "grande" barreira ao se defender os valores democráticos e, neste sentido, ressaltou a nova lei promulgada pelo presidente brasileiro para "regularizar todos os imigrantes ilegais".

Por este motivo, solicitou que os países participantes da conferência façam uma "menção expressa" na declaração final, onde se afirme que a democracia é "insustentável sem o princípio de não discriminação".

Amorim incentivou todos os países que foram à reunião a se unir à 4ª conferência da Aliança das Civilizações que será realizada no próximo ano, no Brasil.

A 5ª Conferência Ministerial da Comunidade das Democracias reúne autoridades e intelectuais de 50 países, e está articulada em várias reuniões de líderes e grupos de trabalho para analisar do diálogo intercultural à crise econômica e os problemas do desenvolvimento e do Governo democrático. EFE prl/an

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