Celso Amorim abrirá Assembleia Geral da ONU no lugar de Lula

Antes de cúpulas das Nações Unidas em Nova York, chanceler brasileiro passa por Cuba, onde entregará carta de Lula a Raúl Castro

EFE |

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, abrirá a Assembleia Geral da ONU no lugar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cancelou sua presença no fórum para se dedicar a assuntos internos. O chanceler brasileiro estará em Nova York entre os dias 20 e 29 de setembro e, seguindo a tradição das Nações Unidas que dá a honra ao Brasil, será o primeiro a discursar na abertura da Assembleia Geral no dia 23.

Antes da assembleia da ONU, o chanceler brasileiro passa por Cuba, onde fica até domingo. Na visita, que começou na sexta-feira e vai até domingo, Amorim discutirá aspectos das relações bilaterais com autoridades cubanas, segundo comunicado do Itamaraty.  Também está prevista a análise de assuntos "políticos e econômicos" da agenda regional e a entrega de uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente cubano, Raúl Castro.

Agência Brasil
Amorim fala durante sessão no Senado (foto de arquivo)
Em Nova York, no mesmo dia em que abre a cúpula da ONU, Amorim participa como orador na cúpula de chefes de Estado e de governo do Conselho de Segurança, do qual o Brasil faz parte como membro não-permanente. O ministro participará também de reunião extraordinária sobre a reconstrução do Haiti, que acontecerá no dia 20, e em outra reunião de alto nível no dia 24, que abordará questões de desarmamento, sobre a Aliança de Civilizações e a situação do Sudão.

Reuniões

No dia 27,  Amorim representará o Brasil em outra reunião do Conselho de Segurança sobre ações internacionais contra o terrorismo, segundo a agenda divulgada hoje pelo Ministério das Relações Exteriores. Além disso, foram programadas reuniões ministeriais com os grupos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), G-4 (Alemanha, Brasil, Índia e Japão) e fórum Aspa (América do Sul - Países Árabes), assim como vários encontros bilaterais com chanceleres de outros países, que não foram citados.

Na quarta-feira passada, fontes oficiais anteciparam que Lula tinha praticamente descartado sua presença na Assembleia Geral da ONU. Desde que chegou ao poder em janeiro de 2003, Lula participou de todas as Assembleias da ONU. A ausência na deste ano fará com que ele perca a última de seu mandato.

Embora o governo não tenha confirmado o motivo da ausência de Lula, muitos indicam que o líder pretende se dedicar à campanha eleitoral, diante da proximidade das eleições de 3 de outubro.

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