Bruxelas, 24 nov (EFE).- O comissário europeu de Emprego e Políticas Sociais, Vladimir Spilda, propôs hoje acelerar a criação de fórmulas de trabalho adaptadas aos maiores de 65 anos, visando a prolongar a idade ativa diante das atuais perspectivas demográficas.

"O envelhecimento da população já não é uma hipótese distante, mas uma realidade", afirmou o comissário, que apontou que a população européia maior de 65 anos crescerá anualmente em 2 milhões de pessoas durante os próximos 25 anos, segundo dados do Eurostat, escritório estatístico comunitário.

Esta tendência demográfica, unida à crise econômica, "exige acelerar a preparação de todos os Estados-membros para apresentar soluções concretas", advertiu Spidla na inauguração de um fórum sobre demografia realizado hoje e amanhã em Bruxelas.

Em particular, o comissário europeu sugeriu o desenvolvimento de "postos de trabalho adaptados" para as pessoas desta faixa de idade, "que consumam menos energia e requeiram maior experiência e qualificação".

Atualmente, a taxa de emprego dos cidadãos comunitários de entre 55 e 64 anos está abaixo do alvo de 50% fixado pela UE para 2010.

Spidla também propôs a adaptação da formação para os trabalhadores maiores, a extensão "progressiva" das jornadas a tempo parcial, e o fomento das tarefas voluntárias no contexto familiar -como o cuidado de crianças- e no social, como as atividades religiosas, sindicais ou de caridade.

Segundo uma pesquisa apresentada no fórum, três de cada quatro europeus estão dispostos a trabalhar como voluntários após sua aposentadoria, o que representa "um potencial enorme ainda não desenvolvido", afirmou Spidla.

Para enfrentar a estes "desafios demográficos", os Estados deverão aumentar as prestações sociais a 4,5% de seu PIB de agora a 2050. EFE ahg/jp

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