CE prepara novas propostas para facilitar imigração legal à UE

Estrasburgo (França), 17 jun (EFE).- A Comissão Européia (CE) está preparando novas propostas para facilitar a imigração legal à União Européia (UE) em diversos setores e categorias de trabalho, anunciaram hoje fontes do bloco.

EFE |

"Vamos dar ferramentas para a imigração legal", afirmou o comissário de Justiça, Segurança e Liberdades europeu, Jacques Barrot, em entrevista coletiva.

A CE aprovou hoje dois documentos nos quais se estabelecem as linhas gerais de atuação em imigração e asilo para os próximos anos, e que receberão o sinal verde da cúpula informal de chefes de Estado e Governo que a Presidência francesa organizará em 15 de outubro.

Um dos objetivos principais é promover a imigração legal para suprir o déficit demográfico que será enfrentado pela UE nas próximas décadas -calculado em 40 milhões de pessoas para 2040- e dissuadir com isso a imigração ilegal.

Barrot antecipou que está sendo preparada uma proposta sobre os trabalhadores temporários, que incluiria a possibilidade de que empresas que operam em outros países possam transferir para a UE empregados extracomunitários, entre outros pontos.

Além disso, a CE aposta na continuidade dos acordos com outros países para regular a imigração como uma ferramenta-chave para conseguir a chegada legal e ordenada de estrangeiros à UE.

"É preciso regular a imigração, cada vez mais em acordo com os países de origem", afirmou Barrot, que citou como exemplo os acordos assinados há duas semanas com Cabo Verde e Moldávia.

"Caso bem administrada, a imigração pode enriquecer nossas sociedades", insistiu o comissário, que disse que a União Européia (UE) recebe aproximadamente entre 1,6 e 2 milhões de imigrantes anuais, embora não haja números precisos.

Quanto à política de asilo, o objetivo é tentar solucionar os principais problemas da situação atual, causadas pelas grandes diferenças entre as políticas dos países.

Assim, essas diferenças geram tratamentos desiguais nos países comunitários para os refugiados de uma mesma procedência, que se dedicam a escolher o Estado da UE mais propenso a acolher-lhe.

Embora as pessoas que buscam asilo devem solicitá-lo no primeiro país da UE em que entrarem, na realidade as coisas não ocorrem desta maneira, como, por exemplo, no caso dos chechenos que viajam da Polônia à Áustria onde têm mais probabilidades de obter o estatuto de refugiados.

Outro problema é a maior incidência dos solicitantes de asilo nos países da UE com fronteiras externas mais próximas a zonas de conflito. EFE rcf/gs

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