CE pede libertação de presidente e primeiro-ministro mauritanos

Bruxelas, 7 ago (EFE).- A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) pediu hoje aos militares que tomaram o poder na Mauritânia que libertem o presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi e o primeiro-ministro Yahya Ould Ahmed el-Waghef, e advertiu que pretende rever a política de ajudas ao país africano.

EFE |

O comissário de Desenvolvimento da União Européia (UE), Louis Michel, já tinha advertido na quarta-feira que o golpe de Estado "coloca em risco a política de cooperação da UE com a Mauritânia", que prevê um programa de apoio de 156 milhões de euros para o período 2008-2013.

O porta-voz europeu John Clancy disse hoje que, como estabelece o acordo de Cotonou - que regulamenta as relações da UE com os países da África, Caribe e Pacífico -, após a tomada de poder pelos militares, a CE pode abrir uma consulta formal sobre a conveniência de continuar oferecendo assistência financeira à Mauritânia.

Dessa maneira, disse, tentam garantir que a ajuda européia apóia a via democrática.

Clancy disse que a CE está "avaliando a situação", junto com a Presidência rotativa da UE - nas mãos da França -, antes de tomar uma decisão.

Em qualquer caso, deixou claro que a libertação do presidente e do primeiro-ministro mauritanos é uma "condição essencial" para continuar oferecendo ajuda ao país.

O porta-voz também disse que a Comissão "toma nota" do anúncio dos novos comandantes militares de convocar eleições livres "o mais em breve possível" e ressaltou que, se acontecer, o pleito terá que respeitar o marco constitucional. EFE epn/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG