CE organizará simulará alerta sanitário global em 2010

Bruxelas, 5 dez (EFE).- A Comissão Européia (CE) organizará um simulacro de alerta sanitário global em 2010 para testar a capacidade de resposta a ameaças nucleares, químicas ou biológicas em escala mundial, um exercício do qual também participarão Estados Unidos, Canadá, Japão e México.

EFE |

Esta foi uma das idéias tratadas hoje pelos ministros da Saúde dos países citados, mais França, Itália, Reino Unido e Alemanha, na nona reunião ministerial da Iniciativa Global para a Segurança Sanitária organizada em Bruxelas pelo Executivo da União Européia (UE).

O "exercício prático de simulação" serviria para testar a política de comunicação ao público, a gestão da situação em nível nacional ou a cooperação com outros países em caso de crise sanitária mundial, segundo explicou a comissária européia de Saúde, Androulla Vassiliou, em entrevista coletiva.

Para enfrentar ameaças provocadas por agentes químicos e nucleares ou pelo bioterrorismo, a política de fronteiras é um dos pontos "mais importantes" que deve acertar a UE, segundo a comissária.

Os países da UE presentes na reunião coincidiram em sua rejeição a medidas como o fechamento de fronteiras, segundo disse a ministra francesa de Saúde, Roselyne Bachelot-Narquin, cujo país ocupa a Presidência rotativa da União.

"Fechar as fronteiras dentro da União seria contraproducente, só conseguiria agravar a situação", disse, enquanto seu colega inglês, Dawn Primarolo, afirmou que com essa ação "não se deterias nenhuma ameaça sanitária".

A Comissão também considera que este tipo de medida "teria conseqüências graves que seria preciso considerar com detenção", segundo Vassiliou.

A respeito de uma possível crise, os ministros também trataram sobre "como informar aos cidadãos de forma imediata e eficaz", explicou a ministra francesa.

Os sete países participantes da iniciativa estudam a criação de um sistema comum de alerta e notificação rápidos, que estaria inspirado no modelo americano, acrescentou a francesa.

Além disso, propuseram a designação de um laboratório europeu para a detecção de agentes patogênicos de alto risco, como a bactéria do antraz, assim como a troca de amostras de vírus entre laboratórios nacionais para conseguir avanços mais rápidos nos diagnósticos. EFE ahg/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG