CE estimula países a manter ajuda ao desenvolvimento

Bruxelas, 14 abr (EFE).- O comissário europeu de Desenvolvimento, Andris Piebalgs, insistiu hoje aos países da União Europeia (UE) a cumprir os compromissos de ajuda aos países em desenvolvimento após o retrocesso registrado em 2009, e pediu que a crise econômica global não seja uma desculpa.

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"A suave queda (da ajuda) em 2009 deveria ser revogada rapidamente se queremos respeitar os compromissos que assumimos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)" para erradicar a pobreza extrema, indicou Piebalgs em comunicado, e acrescentou que "a crise não pode ser uma desculpa".

A Comissão Europeia (CE) reagiu assim à publicação dos fundos estatais apresentados pelos 23 membros do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ascenderam a US$ 119,573 bilhões em 2007.

Assim, a ajuda pública ao desenvolvimento dos países ricos subiu 0,7% no ano passado e representou 0,31% de sua Renda Nacional Bruta (RNB) global, longe do objetivo internacional de 0,7%.

Bruxelas lamentou que a crise financeira mundial tenha "desacelerado" o fluxo de ajudas, e que estas tenham crescido menos de 1% em termos reais em comparação com 2008.

Concretamente, indicou que as contribuições dos estados da União Europeia no CAD aos países em desenvolvimento registraram um "leve" retrocesso, embora tenha lembrado que a UE continua sendo o doador global "mais generoso".

Os doadores europeus pertencentes ao CAD apresentaram 56% do total da ajuda mundial, apontou.

Para tentar estimular os esforços em matéria de desenvolvimento dos países europeus, o Executivo comunitário vai propor em 21 de abril um "plano de ação" com 12 pontos para transformar em "meta realista" o objetivo de dedicar 0,7% da RNB a ajuda ao desenvolvimento em 2015.

A Comissão elogiou os países da UE que continuaram aumentando suas contribuições em 2009, e destacou que, entre os cinco maiores doadores mundiais em termos absolutos, há três estados europeus: França, Alemanha e Reino Unido. EFE rja/dm

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