CE diz que Rússia e Ucrânia não cumprem compromisso e gás segue sem fluir

Estrasburgo (França), 14 jan (EFE).- O presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, confirmou hoje que o gás russo continua sem fluir para a Europa e insistiu em que Moscou e Kiev não estão cumprindo seu compromisso com os consumidores europeus.

EFE |

Em entrevista coletiva, Barroso disse que a mais recente informação da qual dispõe diz que o gás não transita para a União Européia (UE), algo que considerou "inaceitável" e "incrível", depois que Bruxelas conseguiu a assinatura de russos e ucranianos para reiniciar os envios.

Segundo Barroso, as duas partes anunciaram que têm intenção de oferecer um volume similar de gás, "ao redor de 100 milhões de metros cúbicos", mas "estão em total desacordo sobre os pontos de entrada e as rotas".

Barroso ressaltou que a UE não tem a responsabilidade de mediar nesta situação e insistiu em que o que ficou provado é que Rússia e Ucrânia "são incapazes de cumprir seus compromissos".

O presidente da CE responsabilizou as duas partes pela situação e disse que, para os consumidores europeus, não importa quem é o culpado.

"Falamos de fatos objetivos: o gás russo não flui através da Ucrânia para a UE, e isso significa que não estão sendo cumpridos os compromissos", denunciou.

Barroso não deu detalhes sobre a informação solicitada pelos observadores europeus que estão na zona e que, disse, "não têm problemas importantes de acesso, exceto que não estão recebendo ainda suficiente informação em Kiev", um assunto no qual disse que se estava trabalhando.

Afirmou que, agora, há todos os requisitos técnicos para o trânsito, por isso será possível ver se há "vontade política" para retomar o envio.

O presidente rotativo da UE, o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, disse que a "principal prova de que o acordo está sendo violado é que os gasodutos estão secos na fronteira russo-ucraniana", e considerou que a crise do gás não tem só elementos "comerciais", mas "políticos e geopolíticos".

O comissário de Energia da UE, Andris Piebalgs, e o ministro da Indústria tcheco, Martin Rimam, exigiram hoje das autoridades russas e ucranianas a restauração imediata e plena do envio de gás, já que, caso contrário, sua credibilidade ficará "danificada de forma irrevogável".

Os líderes fizeram esta advertência em uma carta enviada aos ministros de Energia da Rússia, Serguei Shmatko, e da Ucrânia, Yuri Prodan.

Moscou e Kiev têm "uma última oportunidade", disse, em entrevista coletiva, o porta-voz de Energia da UE, Ferran Tarradellas. EFE mvs/an

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