Bruxelas, 15 jan (EFE).- A Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia) e Israel paralisaram suas negociações para aprofundar em um acordo de associação, porque agora a prioridade é a situação humanitária na Faixa de Gaza, mas não como castigo europeu aos ataques israelenses, disse hoje um porta-voz europeu.

"A situação no terreno é a principal prioridade, e agora dedicamos todas nossas forças aos problemas humanitários", disse, em entrevista coletiva, a porta-voz de Relações Exteriores europeia, Christiane Hohmann.

Segundo a porta-voz, "não tem nada a ver com um possível castigo a Israel", entre outros porque "nenhum país da União Europeia solicitou tomar nenhuma medida" de protesto contra a suposta desproporção da intervenção no território palestino.

Assim, negou que possam ser estabelecidos paralelismos com a recente paralisação durante três meses das negociações para um acordo de associação com a Rússia, uma medida com a qual a União Europeia (UE) quis forçar este país a cumprir sua parte do cessar-fogo com a Geórgia.

Em junho do ano passado, a UE e Israel decidiram iniciar um processo de associação especial que, segundo disse então a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, poderia repercutir de forma propícia no processo de paz no Oriente Médio.

Além disso, Hohmann negou que a CE tenha comprovado no terreno o suposto uso de bombas de fragmentação por parte de Israel. EFE met/an

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