Bruxelas, 8 dez (EFE).- A comissária européia de Saúde, Androulla Vassiliou, confirmou hoje que 21 países do mundo, entre eles 12 da União Européia (UE), adquiriram carne de porco da Irlanda possivelmente contaminada com excesso de dioxinas.

Os 12 países comunitários são Itália, Alemanha, Holanda, Polônia, Suécia, Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Portugal, Chipre e Reino Unido e os outros nove, Estados Unidos, Japão, Rússia, Cingapura, Suíça, Hong Kong, China, Canadá e Coréia do Sul.

A CE transmitiu esta informação pelo sistema de alarme rápido, pelo qual um país notifica um possível risco alimentício a Bruxelas e esta o comunica ao resto da UE.

A comissária manifestou que as autoridades comunitárias estão "vigiando a situação" e que embora por enquanto, as medidas de controle bastem, a UE aprovará outras medidas, caso sejam necessárias.

A comissária repassou as atuações empreendidas pelas autoridades da Irlanda e lembrou que se retiraram todas as encomendas de carne de porcos abatidos a partir de setembro, quando se detectaram altos índices de dioxinas nos resíduos animais.

A CE pediu aos países que aumentem os controles e esta tarde realizará uma reunião com representantes dos países da UE e dos estados não comunitários que poderiam estar afetados pela contaminação.

Além disso, na quarta-feira analisarão este assunto os chefes veterinários da UE e na sexta-feira, os representantes dos 27, que se reunirão dentro do Comitê Permanente da Cadeia Alimentar.

As autoridades irlandesas acharam dioxinas tóxicas, do tipo policlorinato de bifenilo, em porcos de nove fazendas do país que estavam no matadouro, o que motivou a ordem de retirada de todos os produtos suínos comercializados.

Há suspeita de que os animais tenham se infectado através da ração que comeram, que continha dioxinas, compostos químicos obtidos de processos de combustão que contém cloro e que o índice dessas toxinas foi "100%" superior aos níveis permitidos pela UE, acrescentou a comissária. EFE ms/jp

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