Bruxelas, 10 dez (EFE) - A Comissão Européia (CE, braço Executivo da União Européia) advertiu hoje contra algumas tentativas dentro da própria UE de não respeitar totalmente os direitos humanos e pediu hoje que as democracias de todo o mundo se unam para assegurar o cumprimento dessa questão. Devemos estar continuamente alerta, porque inclusive na União Européia ainda há algumas tentativas de evitar o respeito às pessoas, disse o comissário europeu de Justiça, Segurança, e Liberdades, Jacques Barrot, em comunicado por ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Barrot expressou também esperança em que a chegada de Barack Obama à Casa Branca possa levar os Estados Unidos a uma política mais próxima a promover valores democráticos sem perder de vista a necessidade de uma proteção coletiva, e, além disso, fazê-lo com um humanismo autêntico. O comissário destacou que o respeito aos direitos humanos não termina nunca, e fez um apelo aos regimes democráticos de todo o mundo para que se unam nesta luta. Este é o desejo que todos os europeus, conscientes de suas responsabilidades passadas, deveriam fazer hoje, acrescentou Barrot. O presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, lamentou que, neste aniversário, seja preciso soar o alarme, já que os valores defendidos pela declaração enfrentam um ataque tão forte como nunca. Ele lembrou que, no ano passado, foram executadas 1.252 pessoas em 24 países de to...

Pöttering disse que "os desafios de hoje são tão amplos que devemos trabalhar todos juntos", seja em nível de instituições regionais ou mundiais, os países da ONU e a sociedade civil a fim de criar uma "consciência pública" das violações aos direitos humanos.

EFE rcf/db

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