O estudante Manzoor Ahmed Magray teria entrado em emboscada armada por soldados para militantes separatistas

Milhares de pessoas protestaram na Caxemira indiana neste sábado contra o assassinato de um estudante por soldados, gerando temores de uma nova revolta anti-Índia na região.

Muçulmanos da Caxemira indiana carregam corpo de Manzoor Ahmed Magray, durante funeral no vilarejo de Chogal
AP
Muçulmanos da Caxemira indiana carregam corpo de Manzoor Ahmed Magray, durante funeral no vilarejo de Chogal
O Exército disse ter matado Manzoor Ahmed Magray, estudante de 22 anos, quando ele entrou em uma emboscada armada pelos soldados para militantes separatistas e tentou fugir após ser desafiado.

As Forças Armadas combatem uma revolta separatista na Caxemira desde 1989. O governo estima que ao menos 50 mil pessoas morreram desde o começo dos conflitos, mas grupos de direitos humanos dizem que o número é maior.

Parentes de Magray disseram que o jovem foi morto "a sangue frio". No protesto, cerca de 2,5 mil marcharam em procissão, bloqueando avenidas da cidade de Handwara, disseram testemunhas e um fotógrafo da Reuters.

Mais de 100 pessoas morreram em uma revolta contra a Índia ano passado, que começou com um protesto pelo assassinato de um estudante de 17 anos.

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