Cavalo pintor ganha exposição em Veneza

Uma galeria de artes em Veneza, na Itália, abrigará uma exposição com obras de um artista inusitado: Cholla, um cavalo de 23 anos que ficou famoso por suas pinturas a óleo. O animal, cujo trabalho tem impressionado o mundo das artes plásticas e é descrito como tendo a paixão de Pollock e o olhar fixo de Resnick, já teve obras vendidas por mais de R$ 4,5 mil.

BBC Brasil |

O cavalo ganhou recentemente uma menção honrosa pela obra The Big Red Buck na terceira edição do Prêmio Internacional Arte Laguna, na Itália. Em disputa, estavam mais de 3 mil obras de mais mil artistas de todo o mundo.

"Cholla é muito talentoso. Tem um desenho particular, abstrato", disse à BBC Brasil Rosalba Giorcelli, diretora da Galleria Giudecca 795, que tem a exclusividade de vender as obras de Cholla fora dos Estados Unidos.

"Quando vi sua obra pela primeira vez, achei que se tratava de um jovem artista. Mas, ao saber que era um cavalo, fiquei surpresa e muito curiosa", disse.

Giorcelli está fechando os últimos detalhes da exposição individual de Cholla, que será aberta ao público em abril do próximo ano e deverá contar com cerca de 30 trabalhos.

Aptidão
De acordo com Giorcelli, o cavalo é de propriedade da bailarina americana Renee Chambers e sua aptidão foi descoberta por acaso em maio de 2004.

Enquanto Chambers pintava o curral de sua propriedade em Reno, no estado americano de Nevada, o cavalo demonstrou interesse no que ela estava fazendo e seu marido teve a idéia de entregar pincéis a Cholla.

Chambers então comprou papel e tinta, pôs um pincel entre os dentes dele e, desde então, Cholla não parou mais de pintar, sem permitir que ela escolha as cores ou mexa o cavalete enquanto ele trabalha.

De acordo com Chambers, que estará presente na abertura da exposição em Veneza, público, artistas e críticos têm demonstrado muito entusiasmo na obra do cavalo.

Na ocasião, ela deverá participar de um encontro com artistas e demais interessados para debater a obra do cavalo-artista.

"É um cavalo que não foi adestrado. O que ele faz é uma coisa diversa, que exprime sua vitalidade. Não podemos dizer que é arte ou menos, ou que ele seja o maior artista do século", assinala Rosalba.

"Mas, com certeza, é a expressão da natureza que fala. Uma coisa que faz a gente pensar. Será uma boa oportunidade para discutirmos arte contemporânea com muita serenidade", finalizou.

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