Cavaco Silva pede que portugueses compareçam às urnas

Lisboa, 26 set (EFE).- O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, que se viu envolvido em polêmicas durante a campanha para as eleições legislativas deste domingo, ressaltou que há sérias preocupações com a situação de Portugal ao pedir hoje que os portugueses compareçam as urnas.

EFE |

Uma das figuras históricas do Partido Social Democrata (PSD, centro-direita), que tenta tirar os socialistas do poder, Cavaco Silva pronunciou pela televisão sua habitual mensagem de véspera de eleições e destacou sua vontade de ser "presidente de todos" e não interferir em assuntos políticos partidários.

O chefe de Estado lembrou que a formação do Governo em "um tempo de grandes dificuldades" dependerá do resultado destas eleições legislativas.

"A situação do país é motivo de sérias preocupações e impõe a todos um grande sentido de responsabilidade", afirmou o presidente.

Cavaco Silva pediu para que os portugueses não fiquem em casa no dia das eleições, às quais estão convocados mais de nove milhões de eleitores, e escolham o caminho político que preferem "com consciência".

O presidente não falou sobre o polêmico caso da suposta espionagem governamental de suas atividades, cujo vazamento culminou na demissão de seu assessor de imprensa na segunda-feira passada, mas ressaltou que manteve "escrupulosamente o compromisso de total afastamento e imparcialidade diante dos diversos partidos".

Por causa do suposto caso de espionagem - que o primeiro-ministro português, o socialista José Sócrates, chamou de "invenção do PSD" -, a esquerda pediu nesta semana explicações a Cavaco, cujo papel no caso foi questionado também por alguns de seus correligionários por considerarem que prejudicou o partido.

Apesar das pressões, Cavaco disse apenas que não falaria sobre o assunto em período eleitoral.

O Partido Socialista (PS), que governa com maioria absoluta desde as eleições de 2005, é o favorito em todas as pesquisas para vencer neste domingo, com 38% dos votos.

Seu maior adversário, o PSD, tem cerca de 30% das intenções de voto, seguido pelo Bloco de Esquerda, de tendência marxista, pela coalizão de comunistas e verdes (CDU) e pelo conservador Partido Popular (CDS-PP) cada um com quase 9%. EFE ecs/bba

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