Cavaco Silva diz que 2009 será um ano difícil para portugueses

Lisboa, 1º jan (EFE).- O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, disse hoje, em sua mensagem de Ano Novo, que o país viverá um ano muito difícil, e que pelas ilusões se paga um preço caro.

EFE |

O chefe de Estado, que é professor de economia e pertence à direita portuguesa, advertiu ao primeiro-ministro José Sócrates, de esquerda, que "a verdade é essencial" e que o caminho para que Portugal possa sair da "estagnação econômica é estreito, mas existe".

Segundo Cavaco Silva, "o reforço da capacidade competitiva das empresas em nível internacional e os investimentos em setores exportadores devem ser uma prioridade estratégica da política nacional".

O presidente acrescentou que, sem essa política, "é pura ilusão imaginar que haverá um verdadeiro progresso econômico e social, criação de empregos duráveis e melhora do poder de compra dos salários".

Cavaco Silva também falou sobre a necessidade de a "falta de eficiência" energética e de a dependência do país nesse setor ser reduzida. Além disso, defendeu que o dinheiro do Estado seja utilizado "com rigor e eficiência".

De acordo com o chefe de Estado, é possível que "o desemprego" e "o aumento do risco de pobreza e de exclusão social" se agravem.

Além disso, admitiu que a atual crise financeira internacional surpreendeu a economia portuguesa e deixou o país "vulnerável".

Para Cavaco Silva, "a verdade é essencial para que exista um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes" e "é sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para fazer frente às exigências que o futuro coloca para eles".

"Já passamos por outras situações bem difíceis, não nos resignamos e fomos capazes de vencer, o mesmo acontecerá agora.

Tenho essa esperança e o digo com sinceridade", concluiu. EFE mrl/sc

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