Paris, 1 jun (EFE).- A França procura desde a manhã de hoje o avião da companhia Air France que viajava do Rio de Janeiro para Paris e que desapareceu na madrugada passada, aparentemente em meio a uma tempestade no Atlântico.

Um total de 228 pessoas, entre passageiros e tripulação, viajavam no voo AF447 da companhia francesa. Se confirmado, o acidente seria o mais grave da história da Air France.

O avião deveria ter chegado a Paris às 11h (6h, Brasília), mas se acabou perdendo o contato com o aparelho ao longo da noite.

Segundo a relação divulgada pela Air France, dos passageiros do Airbus desaparecido a maioria, 61, era de nacionalidade francesa.

Além disso, viajavam 58 brasileiros, 26 alemães, nove chineses, nove italianos, cinco britânicos, seis suíços, cinco libaneses, quatro húngaros, três eslovacos, três noruegueses, três irlandeses, dois americanos, dois espanhóis, dois marroquinos e dois poloneses.

Havia também um cidadão de cada um dos seguintes países: África do Sul, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Croácia, Dinamarca, Islândia, Estônia, Gâmbia, Holanda, Filipinas, Romênia, Rússia, Suécia e Turquia.

Embora as circunstâncias do desaparecimento do avião não estejam ainda confirmadas, a Air France fez um relato das horas seguintes a sua decolagem do aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 19h (Brasília).

Segundo a companhia, o avião atravessou uma zona de tempestades e turbulências fortes que poderiam ter afetado seus circuitos elétricos.

O avião perdeu o contato com os controladores aéreos do Brasil e as autoridades de Senegal, Espanha e depois França, conseguiram restabelecer comunicação com ele.

No aeroporto de Paris foi criada desde primeiras horas de hoje uma célula especial de crise para ajudar os parentes dos passageiros e para lá foram os responsáveis da companhia e do Governo e do Estado da França.

Após se encontrar com os parentes que esperavam notícias, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou que as esperanças de encontrar sobreviventes do avião da Air France desaparecido são poucas e que se desconhece o que ocorreu com o voo.

Especialistas em controle aéreo explicaram à imprensa francesa durante o dia que a zona onde o avião desapareceu é conhecida pelas variações meteorológicas que voos comerciais precisam enfrentar, mas que os pilotos estão acostumados com isso.

Porém, Sarkozy reconheceu que "não há um elemento concreto sobre o que ocorreu" e assinalou que esta é "uma catástrofe como a companhia Air France nunca viu".

A empresa tinha admitido várias horas antes que efetivamente considerava o desaparecimento do avião como uma "catástrofe", porém sem poder precisar se foi um raio - como disse um porta-voz da Air France - ou alguma outra circunstância que geraram o desaparecimento do avião.

Sarkozy explicou que a França enviou à região "navios e aviões".

Depois se soube que as autoridades francesas chegaram a pedir ajuda aos Estados Unidos.

"Nossos amigos espanhóis nos ajudam. Os brasileiros nos ajudam muito também", disse o presidente.

"É preciso fazer todo o possível para recuperar o máximo dos elementos do avião, um Airbus A330, para entender o que aconteceu", explicou Sarkozy, que admitiu que será "extremamente difícil" a busca por restos da aeronave.

Segundo o presidente, que estava acompanhado de vários ministros, as autoridades francesas acham que "o avião estava a cerca de 400 quilômetros do Brasil".

Sarkozy assegurou que as autoridades e os responsáveis da Air France trabalham para esclarecer o ocorrido. EFE jam/rr

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