Por Tom Heneghan CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Importantes acadêmicos católicos e muçulmanos lançaram o primeiro fórum católico-muçulmano na terça-feira, a fim de melhorar as relações entre as duas maiores religiões do mundo, discutindo o que os une e o que os divide.

O encontro de três dias de duração acontece dois anos depois de o papa Bento 16 ter irritado os muçulmanos com um discurso que chamava o Islã de violento e irracional. Como resposta, 138 estudiosos muçulmanos convidaram as igrejas cristãs para um novo diálogo sobre respeito mútuo, com o objetivo de entender as crenças um do outro.

Em seu manifesto, "Um Mundo Comum", os muçulmanos defendem que ambas as fés dividam os princípios de amor ao próximo e a Deus. O foco das conversas será o que isso significa para cada religião e como isso pode estimular a harmonia entre ambos.

O encontro, que incluirá uma audiência com o papa Bento 16, é a terceira conferência com os cristãos, depois dos muçulmanos terem se reunido com protestantes norte-americanos em julho e com anglicanos no mês passado.

Jean-Louis Tauran, chefe do Conselho Pontifício pelo Diálogo Interreligioso, disse na segunda-feira ao jornal católico francês La Croix que o fórum "representa um novo capítulo em uma longa história" de relações tensas entre as duas religiões.

Ele disse que discutir teologia é difícil devido às diferentes concepções de Deus. A reunião começou com o discurso de uma autoridade católica, que disse que a única maneira de chegar a Deus é através de Jesus Cristo.

O teólogo muçulmano Seyyed Hpssein Nasr respondeu que tal visão exclui os não-cristãos da salvação e sugeriu maneiras de ver paralelos entre as visões cristãs e muçulmanas de Deus e do amor.

O cristianismo é a maior religião do mundo, com 2 bilhões de adeptos, dos quais metade é católica. Já o Islã tem 1,3 bilhão de fiéis.

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