Viena, 2 mai (EFE).- As autoridades austríacas descobriram hoje que o acesso ao cativeiro subterrâneo onde Elisabeth Fritzl foi mantida em cativeiro pelo pai durante 24 anos tinha duas portas de aço, e não só uma, como se pensava.

Franz Polzer, chefe da Polícia da Baixa Áustria, deu essas informações hoje em declarações à agência austríaca "APA".

As duas portas tinham um mecanismo eletrônico para sua abertura e fechamento à distância, através de um código, segundo o agente.

O chefe da equipe de investigadores acrescentou que as investigações no porão da casa em Amstetten onde Josef Fritzl, de 73 anos, manteve a filha trancada e teve sete filhos com ela continuavam hoje.

No entanto, disse que levariam mais tempo do que o previsto, diante do pouco ar que entra no lugar.

"Estamos tentando ver se podemos fazer algo com a ventilação", disse Polzer, após dizer que os agentes precisam fazer pausas freqüentes, devido à falta de ar.

Além disso, os agentes trabalham com máscaras sobre a boca para impedir que vestígios de seu DNA fiquem no local.

Diante destas circunstâncias, e já que "os técnicos devem documentar minuciosamente cada detalhe", Polzer calcula que as investigações no porão durarão várias semanas.

Sobre as portas, as autoridades policiais pedirão a um especialista no assunto que as estude, provavelmente na próxima semana, acrescentou. EFE wr/an

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