Cativeiro de Amstetten era isolado por oito portas e vários mecanismos

Zeillern (Áustria), 5 mai (EFE).- O porão da casa de Amstetten na qual Elisabeth Fritzl ficou presa por quase 24 anos era isolado por oito portas e vários mecanismos eletrônicos instalados por seu pai, Josef, informou hoje a Polícia austríaca.

EFE |

O chefe da Polícia regional de Baixa Áustria, Franz Polzer, disse em entrevista coletiva em Zeillern, perto de Amstetten, que o principal quarto subterrâneo, onde Elisabeth ficou presa pelos primeiros nove anos, tinha 35 metros quadrados.

Josef Fritzl iniciou a construção do calabouço subterrâneo em 1978 e terminou em 1983, disse Polzer.

Em 1993, após o nascimento do quarto filho de suas relações incestuosas com Elisabeth, Fritzl ampliou o porão para 55 metros quadrados, acrescentou Polzer.

Fritzl trancou a filha no cativeiro em 1984, quando Elisabeth tinha 18 anos, e a violentou sistematicamente. Ali nasceram sete filhos, dos quais um morreu três dias após nascer.

Polzer explicou que o acesso ao primeiro quarto durante os primeiros nove anos era feito através de uma porta de 500 quilos, que foi substituída mais tarde por outra mais leve.

Berthold Kepplinger, médico responsável pelo tratamento da família, disse hoje que Fritzl dava pílulas de vitamina D aos reclusos e que estes dispunham de uma lâmpada ultravioleta, o que explica seu aceitável estado físico apesar da falta de luz.

Kepplinger acrescentou que o estado de Elisabeth e de dois de seus filhos é melhor que o esperado.

Já Albert Reiter, médico que cuida de Kerstin, a filha mais velha, disse que a paciente continua em estado grave, mas que seu quadro é estável.

O porta-voz da Promotoria da Baixa Áustria, Gerhard Sedlacek, informou que a juíza responsável pelo caso se reunirá com Fritzl pela primeira vez nesta quarta. EFE wr/wr/fal

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