Cassinos de Donald Trump em Atlantic City apresentam moratória

Nova York, 17 fev (EFE).- A Trump Entertainment Resorts, empresa de Donald Trump que administra cassinos em Atlantic City (EUA), apresentou moratória ao ser atingida pela forte redução de gastos dos americanos e menos de uma semana após o magnata decidir abandonar a companhia.

EFE |

"Vamos nos concentrar em nosso objetivo de reestruturar com sucesso a companhia e reduzir a dívida para fortalecer o balanço de contas durante estes difíceis momentos econômicos", declarou hoje o diretor-executivo da companhia, Mark Juliano, em comunicado.

Após quatro anos na posição de presidente do conselho de administração Trump anunciou na última sexta que abandonava a companhia, depois que foi rejeitada sua oferta de comprá-la.

Ivanka Trump, filha do milionário de 62 anos, também comunicou há quatro dias que deixava a Trump Entertainment.

Esta é a terceira vez em sua história que a companhia recorre à proteção do capítulo 11 da lei americana que regula as quebras no país. No final de 2008 acumulava uma dívida de US$ 1,74 milhão, frente a ativos de US$ 2,1 bilhões.

O pedido voluntário da moratória foi solicitado diante do Tribunal de Quebra de Camden (Nova Jersey).

Neste estado fica Atlantic City, o equivalente a Las Vegas na costa leste dos EUA e onde a Trump Entertainment tem três cassinos que já passaram pela quebra em algumas ocasiões anteriores e que durante o último ano foram muito afetados pela crise que atinge o país.

A recessão econômica e a diminuição do emprego, assim como a crescente concorrência procedente de outros estados e problemas estruturais do setor fizeram com que os gastos dos americanos com elementos supérfluos como o jogo tenha diminuído drasticamente nos últimos meses.

A empresa tinha que pagar US$ 53 milhões pelos juros gerados por sua dívida, mas o prazo fixado terminou hoje sem que a Trump Entertainment realizasse este pagamento.

A ideia da companhia, segundo o comunicado, é reestruturar seu capital e sua dívida, enquanto os três cassinos atingidos pela quebra continuarão operando de forma normal.

O magnata do setor imobiliário controla cerca de 28% da companhia, segundo as informações mais recentes enviadas à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), apesar de este investimento quase não representar 1% de sua fortuna.

EFE mgl/fal

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