Casos de gripe suína nos EUA passam de cem

O número de casos confirmados de gripe suína nos Estados Unidos aumentou para 118 nesta quinta-feira e abrange 15 estados, segundo as autoridades de saúde, que asseguraram dispor da quantidade suficiente de medicamentos, tendo iniciado a sua distribuição.

AFP |

O novo registro das autoridades sanitárias continua indicando um óbito causado pela gripe suína no país, um menino mexicano cuja morte foi anunciada na quarta-feira no Texas.

Dez novos casos foram registrados nesse estado, que totaliza 26 infectados e onde está vigente o estado de emergência. A Carolina do Sul aparece na lista do Centro de Controle de Doenças (CDC, em inglês) com dez casos confirmados até o momento.

Cinco novos casos de pessoas infectadas com gripe suína foram detectados em Nova Jersey, anunciou nesta quinta-feira o governador deste estado, Jon Corzine.

Uma pessoa que viajou na delegação que acompanhou o presidente Barack Obama em sua viagem ao México, há duas semanas, pode ter sido contagiada pela gripe e passado para a sua família, informou a Casa Branca.

O Banco Mundial, cuja sede está localizada em Washington, anunciou um caso entre seus funcionários, indicando que este havia viajado a negócios para o México em meados de abril e que já estava recuperado.

O diretor do CDC, Richard Besser, disse que os Estados Unidos têm antivirais em quantidade suficiente para enfrentar uma epidemia de gripe suína.

Todos os estados atingidos pela doença receberão os antivirais até o dia 3 de maio, acrescentou.

O governo havia anunciado na segunda-feira que 11 milhões de medicamentos antivirais contra a gripe suína seriam distribuídos para ajudar os estados atingidos.

No total, 4.074 escolas foram fechadas por precaução, indicou um porta-voz da Secretaria de Educação, a maioria em Nova York e no Texas, o que deixará 169.000 alunos sem aulas.

No México, o registro de vítimas da gripe suína indica doze mortes confirmadas em um total de 260 pessoas contagiadas. Os Estados Unidos anunciaram a instalação de um laboratório no vizinho do sul para diagnosticar rapidamente os casos do vírus.

"Já temos um laboratório funcionando no México que é capaz de dar diagnósticos e confirmações sobre o vírus H1N1", disse Besser.

O vice-presidente norte-americano Joe Biden havia se mostrado preocupado ao declarar, consultado pela televisão, que desaconselharia seus parentes a viajar ao México, para que não ficassem confinados em lugar algum, referindo-se às viagens de avião.

No entanto, Richard Besser assegurou mais tarde, em declarações à imprensa, que viajar de avião ou de metrô não tinha perigo, e afirmou que "as pessoas devem continuar saindo e vivendo normalmente".

bur-rpl/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG