Genebra, 13 nov (EFE) - Os casos de cólera no leste da República Democrática do Congo (RDC) triplicaram desde o recente aumento da violência, e existe o risco de que se propague uma grande epidemia como a que matou 50 mil pessoas em 1994, advertiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para evitar a repetição dessa tragédia, a organização e seus parceiros em matéria de saúde lançaram uma operação intensiva de prevenção e controle diante do aumento dos casos.

Segundo a OMS, se em julho e agosto havia 20 casos semanais na zona de Goma, a capital da província de Kivu Norte, desde a intensificação do conflito, que causou o deslocamento de 250 mil pessoas nos últimos três meses, há 150 casos semanais atualmente.

"Este aumento, em uma região que por si só é endêmica para a cólera, é um sinal de alarme de uma epidemia potencialmente grande, e todas as organizações de saúde estão trabalhando juntas para evitar que se repita o que ocorreu em 1994", destacou o médico Eric Laroche, diretor-geral adjunto da OMS.

Embora até o momento não haja dados sobre mortes por cólera neste surto, considera-se que, neste tipo de emergências, a mortalidade chegue a 30%.

O grande aumento dos casos tem relação com a falta de água potável e instalações de saneamento, assim como a destruição dos serviços de saúde pelos combates que enfrentam rebeldes e forças governamentais.

A OMS está comprando e enviando grandes quantidades de material médico para tratar a cólera e outras doenças transmitidas pela água, e 60 toneladas chegaram a Campala, a capital da vizinha Uganda, de onde sairão por estrada no sábado para Goma. EFE vh/db

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