Casos de aids por drogas injetáveis caem no Brasil

Viena, 19 fev (EFE).- Em uma década, entre 1996 e 2006, o número de casos de aids relacionados ao consumo de drogas injetáveis no Brasil diminuiu de 23,5% para 9,3%, no caso dos homens, e de 12,6% para 3,5%, entre as mulheres.

EFE |

Assim destaca a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), em seu relatório anual apresentado hoje em Viena, que reúne dados das Nações Unidas.

O sucesso nesta luta é atribuído à participação das autoridades brasileiras em um projeto de prevenção do abuso de drogas, da aids e das doenças sexualmente transmissíveis, centrado em facilitar aos portadores de HIV ou aids o acesso aos serviços de saúde.

Além disso, o órgão da ONU encarregado de zelar pelo cumprimento dos acordos internacionais sobre drogas lembra que o Brasil é o país da América do Sul onde há as maiores apreensões de maconha.

Em 2007, lembra, as autoridades brasileiras apreenderam quase 200 toneladas desse entorpecente.

Além disso, as apreensões de cocaína totalizaram 18,2 toneladas, incluindo a pasta de coca, cujo consumo aumentou no cone sul.

Junto com Chile e Equador, o Brasil é um dos países por onde passa o contrabando de drogas provenientes do Peru para os Estados Unidos e a Europa.

Embora em menor quantidade, há também na região - com o Brasil à frente - o consumo da heroína que entra por contrabando a partir da Ásia e de outros opiáceos ilícitos.

Ao reconhecer os esforços das autoridades no combate às drogas, a Jife destaca o estudo iniciado no Brasil pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) sobre o uso de álcool e de outros psicotrópicos pelos motoristas do país. EFE wr/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG