Varsóvia, 4 set (EFE).- O Instituto para a Memória Nacional (IPN) da Polônia reabriu o caso sobre a tentativa de assassinato do papa João Paulo II, ocorrida em 13 de maio de 1981, com o objetivo de determinar se os serviços secretos comunistas polonês e soviético tiveram ligação com o atentado.

Segundo o responsável pela investigação, Ewa Koj, vários intérpretes têm traduzido documentos da época e os interrogatórios ao turco Ali Agca, autor dos disparos que quase mataram o papa na Praça de São Pedro do Vaticano.

Os investigadores poloneses não descartam ir à Turquia interrogar novamente Agca, que cumpre pena pelo assassinato de um jornalista turco.

O próprio Agca reconheceu que sua ação contra João Paulo II foi planejada em colaboração com espiões do então governo comunista da Bulgária, embora até hoje não tenha sido possível provar as conexões com outros serviços secretos do bloco de países liderados pela extinta União Soviética.

Antes de morrer, o papa visitou Agca na prisão e disse tê-lo perdoado. Após passar 19 anos detido na Itália, o turco foi entregue às autoridades de seu país para cumprir as penas pendentes.

Em 2008, arrependido, Agca anunciou seu desejo de pedir nacionalidade polonesa e de querer passar os últimos dias de sua vida na Polônia. EFE nt/id/sc

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