A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (Securities Exchange Commission, ou SEC, o órgão americano que fiscaliza o mercado de capitais) ordenou uma investigação interna para apurar porque a fraude bilionária do financista Bernard Madoff não foi detectada antes. A SEC admitiu que recebeu repetidamente alegações confiáveis e precisas sobre as práticas comerciais de Madoff desde 1999.

Além de examinar as alegações feitas no passado, a investigação também vai se concentrar nas relações entre funcionários da comissão e a família Madoff.

Acredita-se que o financista estava à frente do que está sendo considerado o maior esquema "pirâmide" do mundo, no valor de US$ 50 bilhões.

Madoff, preso na quinta-feira passada, gerenciava um fundo que pagava juros anunais de cerca de 10%, mas promotores afirmam que, na verdade, ele usava dinheiro de novos investidores para pagar os antigos.

Bancos e instituições financeiras de várias partes do mundo tinham investimentos com o financista, mas ainda não se sabe o total de perdas sofridas no esquema.

Entre eles estão os bancos espanhóis Santander e BBVA, o banco francês BNP Paribas, Royal Bank of Scotland, HSBC e Nomura, do Japão.

Ricos investidores privados e organizações beneficentes também estão entre as vítimas do esquema de Madoff - inclusive a fundação Wunderkinder, do diretor de cinema Stephen Spielberg.

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